SER OU NÃO SER: EIS A QUESTÃO…

02 Out 2016
Pessoal
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SER OU NÃO SER: EIS A QUESTÃO…

“A educação e o ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo.”

Nelson Mandela

Ser aluno universitário é para mim a concretização de um sonho. Foi um percurso sinuoso, com anos de paragens… Contudo, este ano abraço essa missão com responsabilidade e compromisso. Estou a estudar Psicologia no ISCTE e tem sido uma experiência fantástica. É numa universidade cheia de vida e diversidade cultural que começo a aprender os conceitos chave de uma disciplina que, através de modelos teóricos, pretende estudar o comportamento humano. Penso que a Psicologia contribui para uma melhoria dos mais diversos contextos e ambientes pois através de um melhor auto-conhecimento conseguimos uma interação mais eficiente e positiva com os pares que nos rodeiam.

Estou num momento da minha vida com várias alterações e, por isso, sinto necessidade de olhar para trás e ver tudo o que aconteceu: colocar em perspetiva. Relativamente ao meu percurso académico, lembro-me – com alguma nostalgia – do meu primeiro dia de aulas de sempre. O meu pai foi-me levar à escola no carro branco que tinha na altura e recordo-me de ficar parado nas escadas dentro do edifício cheio de medo. A minha escola primária chamava-se Escola Branca do Monte da Caparica e foi um dos momentos definitórios da minha vida pois foi aqui que comecei a construir o meu percurso. A exigência da minha mãe quanto às notas associada ao espírito de competição para ser um dos melhores alunos na classe fizeram com que encarasse sempre os estudos com seriedade. Parece que foi ainda ontem que era apenas um infante (cheio de sonhos e ambições); nesse tempo afirmava determinadamente que queria ser médico – mal sabia que a vida me iria trocar as voltas.

As mudanças são sempre positivas porque ensinam-nos sempre algo sobre nós próprios que não sabíamos e que estava mesmo ali à nossa espera – para ser descoberto. Sem estas pequenas alterações no nosso percurso, não seria possível crescermos e aprendermos que nada pode ser tomado ou dado por garantido. Muitas vezes quando damos a vida como uma comodidade acontece algo que nos puxa o tapete e aí somos lembrados da nossa pequenez – não controlamos nada verdadeiramente. É, por isso, que nos devemos esforçar mais e tentar mais forte porque em qualquer momento vamos ser lembrados de que não somos omnipotentes.


Chapéu & T-shirt: H&M


Contacto: geral@celiodias.pt

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