NINGUÉM É ESPECIAL

01 Dez 2017
Desenvolvimento Pessoal
Carter B. Rey

NINGUÉM É ESPECIAL

Não existem pessoas especiais, cada vez mais estou convicto disso. Ser especial significa que assumimos um carácter emergente, um papel, que está acima da Criação. Vermo-nos como especiais é uma atitude e postura arrogantes face à profundeza e complexidade daquilo que significa sermos humanos. Esta necessidade justifica-se, aos olhos da Psicologia Social, por uma carência que todos nós, enquanto seres errantes, manifestamos: queremos sentir-nos iguais aos nossos pares mas, ainda assim, diferentes. É nesta tendência para a especialidade que está o âmago da questão. Ser especial é reconfortante ao mesmo tempo que nos tira, de certo modo, alguma da responsabilidade sobre as nossas ações.

Este tem sido um assunto que tem inundado as minhas ideias com grande fervor. Esta tese foi trazida até mim através de uma pessoa sensível, que assume uma postura crítica face à realidade que a rodeia e que, nas suas palavras, aspira a conclusões universais, pensamentos que habitam a verdadeira comunhão da Humanidade; o seu nome é Angela Rijo. Conhecemo-nos na universidade durante o período em que estava deprimido. A nossa conexão e cumplicidade foram imediatas. Gosto de conversar com a  Angela porque ela adiciona condimento ao meu pensamento… E foi num debate apimentado que chego à minha conclusão!

“HAVERÃO SOMBRAS NO NOSSO CAMINHO DE LUZ.”

O céu estava límpido, de um azul celestial; duas bestas se preparam para se enfrentar. De um lado um leão com uma juba proeminente, do outro: uma leoa com olhar fulminante. Foi uma luta em que imperou o respeito, o Espírito Santo fez-se presente em cada palavra: Teologia e Física, duas faces de moedas distintas que se encontraram num confronto pautado pela amizade. Foi nesta atmosfera que a Angela e eu nos inebriámos, conscientes dos limites da compreensão humana.

“Ou somos todos especiais, ou ninguém é especial”. Apesar de ter incorrido numa falácia (erro de raciocínio), a afirmação da Angela revibrou-me na alma e fez-me compreender que tenho a mesma importância do cão vagabundo que percorre com ócio as ruas da cidade, a mesma importância da ave que rasga esplendorosamente o céu, a mesma importância da base unitária da vida – o átomo… Haverão sombras no nosso caminho de luz. Cabe-nos a nós discernir o caminho da Verdade.

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