O INÍCIO
Há cerca de três anos o Days of Light and Fights tinha formas pouco concretas na minha cabeça. Inicialmente, desejei criar um blogue para gerar oportunidades de trabalho enquanto modelo. No entanto, percebi que, ao falar apenas sobre roupas, sapatos e botões, não me iria satisfazer totalmente. Por isso, desacelerei o passo porque queria projectar algo mais do que a minha imagem, alguém mais profundo. Na exploração dos trilhos da criatividade, troquei ideias com o Bruno Reis. Foi o primeiro a quem confidenciei este desejo. Apoiou-me e sugeriu-lhe um nome: Days of Light and Fights. Foi um momento eletrizante! Não apenas pela conviniência da designação mas, sobretudo, porque a referência soou-me auspiciosa. Todos nós estamos envolvidos nas nossas lutas pessoais – “fights”. Porteriormente, algumas dessas aspirações se convertem em luz – “light” – que resulta do nosso esforço e dedicação. Days of Light and Fights. As palavras quando profetizadas pelo seu ancião, o Bruno, ecoaram como notas musicais. O nome do projeto clarifica uma das minhas mais precoces lições: o sucesso vem inexoravelmente associado a horas de trabalho e frustração. Obrigado Bruno, querido amigo, pelo teu companheirismo.

O DESENVOLVIMENTO
À medida que o nevoeiro se foi dissipando, as linhas distorcidas do Days of Light and Fights ganharam clarividência. Assim, neste blogue pretendo partilhar as lições da minha carreira desportiva – de vida – com a esperança de poder transmitir a mensagem que a minha mãe me segredou tantas vezes, com a mesma cadência com que o dia sucede à noite: “Tu podes ser aquilo que tu quiseres!” Uma quase lei universal, simples, mas que quando assimilada permite descobrirmos todo o potencial humano que encerramos. Obrigado à Carla Rocha por ter refinado o teor do meu discurso e por me ter ensinado, através do seu exemplo, que a vulnerabilidade é uma demostração de força interior. Por outro lado, também quero partilhar aqui o meu universo de prefências. Sinto cada vez mais a necessidade de partilhar algo mais do que a minha experiência enquanto judoca, talvez numa tentativa de combater o estigma de que todos os atletas apenas se dedicam ao culto do corpo – quando na realidade também nos dedicamos ao desenvolvimento do nosso intelecto. Este blogue é uma ferramenta de expresssão – mental e corporal – com a qual me desejo aproximar de todos aqueles que me acompanham – vocês. Obrigado ao Luís Sustelo, ao Rui Rocha e à Rita Lima por me terem feito reflectir em toda a minha incoerência. Porque é isso que sou: contraditório. Penso que todos o somos, na verdade, porque coerência é sinónimo de perfeição. Há alguém perfeito por aí?
AGRADECIMENTOS
Quero agradecer ao Fábio Caetano, à Marta F. Cardoso e ao Rafic Daud. Obrigado pelo carinho, aconselhamento e, sobretudo, pela crença neste meu projecto e nos valores que nele defendo. Obrigado às minhas amigas Ana Monteiro, Sílvia Saiote e Telma Monteiro por todos os dias me inspiraram e me ajudaram a ser, dia após dia, uma atualização da minha anterior versão. Obrigado a todas as pessoas que me foram incentivando ao longo deste processo. Obrigado às pessoas que me acompanham na minha página de Facebook porque através do seu cuidado, quase parental, me ajudam a traçar o caminho deste desafio. Essencialmente, obrigado aos meus amigos, à minha família, em especial à minha querida mãe – Maria de Lourdes. (Este blogue é uma pequena homenagem à Grande Mulher que você é!) Obrigado ao Sr. Eusébio da Silva Ferreira pela sua substância, pelo exemplo, pelo amor àquela que foi a sua camisola, agora também minha: Sport Lisboa e Benfica. Obrigado a todos os que para mim são modelos de valores e me inspiram das mais diversas formas. Irremediavelmente, agradecido.
CRÉDITOS
Fotografia: Luís Sustelo
Assistente de Fotografia: Rita Lima
Make-Up: Ani Toledo (Da Vinci Pincéis)
Atleta/Modelo: Célio Dias