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TU ÉS MAIS FORTE

“Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer; sim acredita num novo amanhecer”: é esta a música que toca na minha cabeça nos dias difíceis como o de hoje. Não tive um dia fácil pois percebi que a minha vida profissional vai ter mudanças com as quais eu não estava a contar. Foi um dia pesado e denso; um turbilhão de emoções que foram vividas de forma efervescente.

Questiono-me no final do meu dia sobre a quantidade de pessoas que, como eu, tiveram um dia difícil; para ser sincero: nem me apetecia sentar-me para vos escrever. Mas esta força que me direciona rumo aos meus sonhos é mais intensa, é maior. Por isso, é com alegria que deito as minhas palavras nesta cama elétrica que nos aproxima inexoravelmente.

São nos dias difíceis que nascem os verdadeiros verões. O Inverno e os seus mantos brancos existem para deixar as aromáticas flores desabrochar; a tempestade de gelo existe para que as rosas sorriam no seu vermelho sanguíneo. Os dias difíceis têm que ser os nossos momentos de força. Tu és mais forte e, no fim, vais vencer. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

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UMA TEMPESTADE COM PELE

Afundo-me no mar como os sedimentos de uma vida que pesa; uma existência sofrida que encontra o seu conforto na cálida textura das rochas vulcânicas. Tenho sofrido: não por culpa de um destino; antes por uma necessidade de expressão que não encontra terra firme para deixar o seu legado. Sofro porque as circunstâncias da vida se impõe a uma vontade maior.

Mas eu luto, não baixo os braços. Sou um guerreiro que nunca se cansa da sua labuta – tudo na vida tem uma razão para existir. O meu humor muda e encontra tantas faces como as da Lua – que na noite radia o céu com os seus cristais de esperança -, mas em todas as mudanças encontro um sorriso desenhado; que brilha com a sua brancura no negro petróleo.

Sou uma tempestade, uma tempestade com pele: não viro a cara a um desafio, não tenho medo de enfrentar os meus profundos fantasmas que se têm mostrado a nu nos dias que passam; não tenho medo de cair (o Homem cai para depois se levantar!). A depressão não sabe com quem se meteu. Acredita que nasceste para ser mais uma estrela no céu! Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

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PEQUENOS PASSOS

A tristeza continua a tingir os meus dias prometendo a chuva ácida que é promessa num céu cheio de nuvens – cinzentas! Ela bate forte. Ela continua a manifestar-se num cenário em que os sonhos se encontram desvanecidos por um tempo, também ele cinzento. A depressão é viver numa cela em que as tintas das paredes são negras, da cor do petróleo.

Ela segue pela calada da noite e faz-se presente num tempo que, por ido, deixa saudades.  Um tempo em que brota uma falta de emoção generalizada; um tempo que não se dirige para porta nenhuma. A dor é a certeza: um flagelo que queima na garganta e irrompe pelo silêncio da madrugada para se fazer presente nas palavras não ditas, não expressas.

Fico numa casa em que a porta está escancarada mas em que o ar não passa (não existe vida!); o ar não circula e mancha os meus dias cheios de indecência por não se cumprir uma vontade maior. Os dias passam e com eles passam a vida que não volta. Será que viverei para sempre nesta condição? Liberta-te dos teus fantasmas. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

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VENCENDO A BATALHA

Esta semana não tem sido fácil. Estou a lidar com a sintomatologia pós surto psicótico. Tenho me sentido deprimido e sem vontade de fazer nada. As actividades que normalmente me dão prazer revelam-se um enfado e sou atirado para uma crise existencial em que me questiono sobre a razão da minha própria existência.

Os pensamentos negativos têm manchado os meus dias com a sua energia negra e deixam um cheiro nauseabundo nos recônditos da minha mente consciente. É fácil pensar no meu insucesso profissional; quando isto acontece, muitas vezes, não consigo superiorizar-me à negatividade que escorre vertiginosamente pelo meu entendimento – é difícil manter-me positivo!

O meu truque nestes dias mais cinzentos tem sido sair de casa. Hoje, por exemplo, não me apetecia sair da cama para concretizar os meus compromissos. A batalha foi dura mas consegui, por fim, impor a minha vontade e agora escrevo-vos de um café em Alvalade. Os dias não vão ser sempre fáceis, mas não permitiremos que nos assaltem o sorriso. Está tudo em Ti!

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NEGRITUDE E ALGODÃO

Os corpos transpirados transportam o algodão para a casa dos senhorios onde serão flagelados pela fome e corrompidos pela desgraça e falta de humanidade. O branco das fibras é manchado pelo sangue que jorra da carne cansada e destruída pelo trabalho escravo. A luta pela vida é diária assim como o é o desrespeito pelos direitos humanos.

É neste cenário que os meus antepassados foram agredidos, violados e mortos. As feridas da Escravatura encontram-se abertas na minha dimensão humana e o sangue – quente – de que delas escorre é evidência de alguém que é agredido pelo seu passado. (Meu Deus: Batiza-me; renova em mim a promessa de uma vida livre e generosa – abençoada!).

A Educação é o perdão de que todos os negros necessitam, mas muitas vezes revela-se insuficiente quando nos beijam na boca e nos cospem para o interior de uma abertura que se vê silenciada pela dor. Ainda choro todas as chicotadas que levei e me fustigaram o corpo. Que a Educação seja o bálsamo de todas as feridas. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

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A ENERGIA ELÉTRICA

Se ando nas nuvens não é culpa minha,

É uma necessidade que se manifesta.

Se nado no mar não é culpa minha,

É um incremento à minha essência;

No qual se cruza com a decência.

Se falo do ar são os átomos que criam

Raízes em mim – é inevitável existência.

Se falo da terra é porque as suas plantas

Se infundem em mim nesta cadência

É nesta amizade que floresce a inocência.

CARTER B. REY

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UMA OPORTUNIDADE CAÍDA DO CÉU

Caíste do céu numa manhã em que o dia se fazia frio,

Caíste do céu num dia em que nada esperava.

Trouxeste a esperança de uma oportunidade muito desejada,

Trouxeste a esperança de uma infância iluminada.

Esperei por ti toda a vida e nada me arredou o pé,

Esperei por ti com alento e desejo desafogado.

Contigo sonhei uma vida – uma eternidade.

Contigo sonhei e furei a efemeridade.

Caíste do céu numa tarde soalheira,

Caíste do céu numa noite estrelada.

Contigo sonhei numa semana de paixão.

Contigo sonhei com a frescura do coração.

CARTER B. REY


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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METAFÍSICA DO MATERIALISMO

Vivemos apegados aos objetos materiais. É para eles que vivemos e é sobre eles que edificamos as nossas vidas. A Sociedade ensina-nos um consumismo desmedido e nessa medida perdemo-nos. O sentido da vida, se existir algum, não é a aquisição de bens materiais mas antes o desenvolvimento de uma vida espiritual profunda e séria.

A felicidade que advém do adquirir é um sentimento epidérmico, não é auto-sustentável, não alimenta. Os bens materiais são grilhões que nos prendem e não nos deixam desenvolver e evoluir para um estádio de uma vida mais preenchida – este é o verdadeiro sentido da vida! Somos maiores do que os bens que nos preenchem a um nível superficial.

Jesus Cristo rasga com todo o caráter material da condição humana. O Cristianismo dá-nos um Deus que se fez pequenino; um Deus que poderia ter vindo ao mundo com todo o seu esplendor e glória, mas que preferiu conhecer o Humanismo e a carne de uma forma pobre, austera e livre de composições materiais. És maior que a tua dimensão física. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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VOZES NA MINHA CABEÇA

Vocês perseguem-me na torrente da noite.

Dizem que tudo é possível. Nessa possibilidade

Conduzem-me à loucura e à fragilidade de existir.

A noite é sempre má conselheira.

Se a noite é das putas, dos poetas e dos loucos

Então eu, em mim, conjugo esses três cenários;

Numa só existência e fragilidade.

A puta celebra a Filosofia da liberdade humana.

O poeta rasga a novidade com a carícia de uma caneta.

O louco viaja no devaneio de uma dissertação sensível.

Eu: sou a composição de uma leitura de fragmentação.

Não sei o que escrevo. A única certeza que tenho é sobre a vossa existência.

Vocês confundem-me e atiram-me para o abismo onde existe um vórtice existencial –

Que me prende numa cela sem porta e numa parede branca e poderosa.

Deixo-me levar por esta proposta – Eu sou o Deus do Universo.

CARTER B. REY

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A PALAVRA DA SABEDORIA

A palavra é sagrada – deve ser respeitada.

A palavra é Conhecimento – deve ser enaltecida.

A palavra é Alegria – deve ser celebrada.

 

A palavra é um jogo de xadrez em que não existe nem rei nem rainha.

A palavra é um jogo de damas em que não existem peças a serem jogadas.

A palavra é o Cristo Redentor: é Amor, é Caridade, é Paixão.

 

A palavra foi trazida por um povo de muito longe que a desejou.

Comunicamos através da palavra. A palavra é ancestral.

O demagogo que a converte em dinheiro deve ser renegado,

Pois ofende uma tradição, ofende uma cultura.

 

Com fúria e fogo celebro os discursos que mudaram o rumo da História –

Que sem rumo caminha desafogada de mágoas.

Com fúria e fogo celebro os Homens e Mulheres que transformam a palavra,

Que a ressuscitam e a convertem em pontes de diálogo e comunicação.

 

CARTER B. REY

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A GRANDEZA DE SE SER PEQUENO

O que somos nós perante o Universo que se impõe? Quem somos nós perante a enormidade dos planetas e constelações? Não somos mais do que poeira sideral – cósmica – que se desvanece num leve sopro de uma brisa. Pensar no Universo é uma medida de humildade pois faz-nos pensar que, de facto, não somos nada; o Homem não é a medida de todas as coisas.

Temos um ego gigante que se interfere e deturpa a realidade. Neste gigantismo de alma perdemos a consciência de se ser pequeno. Quando nos reduzimos à nossa insignificância universal, atómica, percebemos que à um enorme espaço no caminho que nos precede. Quando somos humildes percebemos que há mais lugar a ser ocupado.

O ego é maior numa sociedade capitalista mas tem que existir um trabalho para a sua destruição para que possamos viver uma vida mais caridosa. Vamos ser a gota no oceano que contribui, na sua menoridade, para a imensidão azul em que todos nós nos vemos submersos. Vamos ser pequenos e aprender com o Universo – energia elétrica. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

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O ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Muitas vezes estamos e vivemos num estado de cegueira permanentes. É uma cegueira aguda que não nos permite ver o que está diante dos nossos olhos e que nos fecha na nossa própria concha. É uma cegueira que nos agoniza as emoções e não nos permite estarmos congregados com a nossa essência; somos afastados da nossa condição humana.

Somos cegos quando decidimos não amar o próximo como a nós mesmos; somos cegos quando não estamos disponíveis para sermos seres de Caridade e Irmandade. A sociedade vive num atual estado de cegueira que não nos permite sermos maiores que a nossa individualidade. Somos ensinados a dobrar o joelho perante o ego que se generaliza num egoísmo.

Mas eis que chega Jesus Cristo – o Príncipe da Paz – para nos trazer a verdadeira luz do mundo. Quando Ele sopra sobre nós, somos capazes de enxergar a verdadeira natureza de um espírito de Caridade que vai beber ao Amor a unidade do Espírito Santo. Sai das trevas. Deixa-te iluminar pelo espírito de verdade e comunhão do Senhor. Está tudo em Ti!

CARTER B. REY

 


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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GUERRA DE MUDANÇAS

O cérebro é a máquina mais fascinante do Universo; continuamos a saber mais dados sobre a superfície de Marte do que da matéria cinzenta que comanda os nossos pensamentos e através da qual experienciamos o mundo que nos rodeia. De facto, a expressão deves escutar o teu coração devia ser mudada para deves escutar o teu cérebro.

No entanto, a afirmação anterior perderia todo o romantismo. Hoje falo do cérebro porque o que mais aprecio no seu funcionamento é o caráter treinável das suas funcionalidades. Assim, com o enquadramento teórico certo e com o especialista adequado, podemos treinar emoções, pensamentos e ideias… Até competências como a motivação e a resiliência.

Ao longo do meu percurso como atleta, alterei a minha estrutura mental de forma radical: passei do menino que se deixava perder com os amigos mais velhos do clube para o adulto com uma crença vital que foi aos Jogos Olímpicos. Se eu fui capaz de mudar a minha mente para uma mente campeã tu, com trabalho, também consegues! Está tudo em Ti!

CARTER B REY


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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GLÓRIA DA CIDADE NATAL

Necessito do meu bairro para existir: é aqui que está alocada a minha força. O meu bairro para mim é o princípio e o fim de todas as coisas. É o começo de um lindo sonho, o cemitério onde se destroem vidas. São estas construções assimétricas com defeitos de construção que me abraçam todos os dias e me ensinam a ser uma pessoa mais bondosa.

O bairro é onde está a minha essência e é de onde tudo nasceu; os meus sonhos construíram-se nestas ruas onde jazem corpos que, num fingimento de vida, se julgam na propriedade do dom de Deus. Muitas vezes, viver no bairro acarreta esta condição, a vida por vezes é demasiado áspera e austera para se conseguir vivê-la com um contentamento.

Mas para mim, não existe lugar no mundo onde me sinta mais completo, não existe lugar no mundo onde me sinta mais conectado com a realidade que me rodeia divido à simplicidade do povo que aqui se faz viver. O bairro é o meu estado de consciência porque me ensina a ser feliz. Qual é o local no planeta onde te encontras? Está tudo em Ti!

CARTER B REY


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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UM SONHO DE UM RECÉM-NASCIDO

Todos temos uma voz que merece ser escutada; no entanto, nem sempre encontramos a coragem necessária para nos expressar: muitas vezes somos silenciados pelo nosso medo de magoar outras pessoas pelo conteúdo da nossa mensagem. Existir significa deambular neste limbo em que se misturam as nossas vontades intrínsecas com as contradições externas.

Sempre encontrei esta dificuldade de me expressar, de me fazer compreender pelos outros. Esta foi a razão pela qual decidi criar este blogue. Sinto uma grande necessidade de me expressar e de comunicar os meus pensamentos ao mundo; escrever alivia-me a dor de pensar e permite-me ligar-me de uma forma mais compacta à realidade que me rodeia.

Acredito que todos nós viemos ao mundo com uma missão – uma mensagem que nos foi encriptada no coração. Se escutarmos a frequência da voz com que vento nos sopra ao ouvido, conseguiremos escutar o que Universo nos segreda ao Entendimento. Qual é a tua missão? Está tudo em ti!

CARTER B REY


Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey

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A IDADE DA ILUMINAÇÃO

 

Dia 1 de Janeiro de 2018:

Começa um novo ano e quero começar por desejar aos meus queridos leitores, que fielmente me acompanham, um excelente ano 2018. Espero que este seja um ano de conversão; por conversão entendo: um ano de transformação – um ano em que finalmente, com uma atitude fresca e renovada, retomamos o novo caminho –, uma nova jornada, com uma confiança e forças renovadas. O ano de 2017 foi um excelente ano para mim, mas soube-me a pouco… Desenvolveu-se uma necessidade de me voltar para fora de mim! A vida de atleta exige uma atitude egoísta para que os objetivos sejam alcançados; estamos constantemente a pensar nas horas de descanso que devem ser cumpridas, nas sessões de treino nas quais levaremos o nosso corpo ao limite, nas competições que se pintam no horizonte, nas medalhas que desejamos alcançar… Com efeito, gera-se um vórtice que alimenta o ego e que não permite que tenhamos a capacidade de nos devolvermos para fora de nós, de nos voltarmos para os outros.

Senti-me engolido por 2017 no sentido em que fui escravo do meu ego. Pensado melhor, houve momentos em que me poderia ter dado mais aos outros e não tive essa coragem. Madre Teresa de Calcutá, o expoente desta Caridade que se está a desenhar em mim, diz:

“Eu sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor.”

Fui reduzido ao castigo dos meus projetos e ambições. Fui mais pobre. Neste empobrecimento de alma, brilhei menos, fui menor e não contribui com o meu trabalho para o oceano em todos nos nos vemos inevitavelmente mergulhados. Mas em 2018, neste primeiro dia do ano, que é dia Mundial da Paz quero pedir a Deus esta coragem em que está envolta o verdadeiro espírito da Caridade. Quero deixar-vos o mesmo convite. Desta forma, com a candura de uma criança recém-nascida, podemos perguntar: Neste ano que começa como posso eu contribuir para um mundo mais generoso – como poderei ser um Campeão do Serviço?

Este ano, para concretizar o meu desejo de ser mais para o meu semelhante, abracei três projetos de voluntariado. Vou trabalhar no Centro Juvenil e Comunitário Padre Amadeu Pinto – um místico valente que ficou célebre pela frase “Vamos fazer o bem bem feito” – com os jovens e crianças a dar explicações nas mais diversas disciplinas. Tenho dois explicandos, o Lucas e o Miguel – dois seres humanos em que a curiosidade é maior que a consciência de existir. Nesta mesma direção, a convite do NEP (Núcleo de Estudantes de Psicologia) vou trabalhar na Clínica Psiquiátrica de São José (com os meus três internamentos devido à minha doença mental certamente que terei algo a acrescentar a este projeto!). Finalmente, trabalhando com a população juvenil, vou abraçar uma missão no bairro do Zambujal a convite da minha antiga professora de Matemática do Colégio São João de Brito. Estou cheio de esperança e convencido que todas estas experiências me afagarão o Humanismo que me é inerente. Quero ser externo a mim e, nesta condição de partilha, quero voltar-me para o serviço que somos convidados a praticar por Jesus Cristo. (Peço a bênção de Deus para que nunca se atraiçoe no meu espírito o egoísmo que nos segrega numa menoridade!).

Neste dia Mundial da Paz – que cumpre o seu 51º aniversário – somos convidamos a refletir sobre as nossas ações no sentido de nos questionarmos se somos agentes promotores da paz – uma paz que permite a construção do reino de Deus (Parem por um instante: deixem-se ensopar por esta consciência…).

 

Penso que nesta reflexão desenvolve-se no espírito um enlightment, uma iluminação – em tudo semelhante à dos filósofos do século XVIII –, que nos permite uma aproximação ao Humanismo consomado no versículo 39 do Evangelho de São Mateus: “Ame o próximo como a si mesmo”. Nesta aproximação ao Deus que se fez Verbo encarnado, somos iluminados neste Ano Novo que começa e invitados a construir uma realidade mais generosa e congregadora que nos sopra um espírito de Caridade. De facto, o tema abraçado pelo Papa Francisco para o ano que começa “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz“ é evidência desta necessidade num mundo em que existe a carência desta reconciliação com a paz.

Quando nos damos aos outros, meditamos na nossa individualidade. É este gigantismo de alma que desejo para o ano de 2018; esta matéria que se compraz no meu entendimento e nele exprime a vontade de Deus. Todos nós podemos contribuir mas um mundo melhor, mas esse trabalho tem que começar em nós mesmos. Ninguém muda o mundo, se não se deixar atuar pelo Espírito Santo; esta consciência social é nos exigida veementemente – impõe-se e destrói ao ego! Desejo que em 2018 todos nós sejamos capazes de contribuir (da forma que nos for mais conveniente) para a Paz. Muitos de nós não têm tempo (devido à urgência e efemeridade do tempo real!) para se dedicar ao voluntariado, mas certamente que podemos ser agentes de Paz nas nossas famílias, com os seus amigos, no nosso local de trabalho… Este é o meu desafio para vocês: Como posso eu ser um agente de Paz no meu dia-a-dia em? Está tudo em ti!

CARTER B REY


 

Fotógrafo: Tomás Monteiro

Assistente de Fotografia: Irís Liliana

Make-up: Ani Toledo

Cabelo: Rui Rocha

Styling: Carter B. Rey